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Nova política industrial aparece em boa hora e coloca o Brasil nos trilhos da reindustrialização

Iniciativa do Governo Federal irá contribuir para as ações de neoindustrialização e transição ecológica no país, diz Pansera


A nova política industrial aparece em boa hora, coloca o Brasil nos trilhos da reindustrialização e está em sintonia com as políticas industriais praticadas atualmente ao redor do mundo. Esta é a avaliação de Celso Pansera, presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), uma das principais gestoras do Nova Indústria Brasil (NIB).





De acordo com a entidade, as seis missões que estruturam a nova política demonstram seu alinhamento com os principais desafios econômicos, sociais e ambientais que o país deve investir: segurança alimentar e energética, acesso à saúde, infraestrutura urbana, tecnologia da informação, bioeconomia e defesa. “O governo acerta em apostar no potencial do Brasil como produtor de conhecimento e tecnologias e ao seguir aquilo que países como Estados Unidos, Alemanha, França e China praticam amplamente há anos”, completou Pansera.


A ABDE representa o Sistema Nacional de Fomento (SNF), principal credor dos municípios brasileiros, com mais de R$ 74 bilhões financiados na última década, o que representa 98,8% do total de recursos direcionado aos municípios. Até 2026, o BNDES, a Finep e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) - que também tem papel destacado no NIB - aportarão cerca de R$ 300 bilhões, sendo R$ 271 bilhões em financiamentos, R$ 21 bilhões em créditos não reembolsáveis e R$ 8 bilhões em equity. O Sebrae, por sua vez, encabeçará o programa voltado para a transformação digital para micro e pequenas empresas (MPEs) de todo o território nacional. Os investimentos previstos para esse programa somam R$ 2 bilhões.


“A centralidade do SNF para a retomada da indústria brasileira já havia se provado em 2023, com o aumento expressivo dos recursos do BNDES para a indústria e dos desembolsos da Finep para a pesquisa, desenvolvimento e inovação, que atingiram, neste último caso, o recorde histórico de R$ 4,5 bilhões”, destaca Pansera.


No financiamento à exportação de bens e serviços industriais, as instituições financeiras de desenvolvimento (IFDs) são responsáveis por cerca de 90% das operações de crédito. O BNDES, principal financiador, destinou, entre 2010 e 2021, mais de US$106 bilhões às exportações, por meio da linha BNDES-Exim.


Sistema Nacional de Fomento


O Sistema Nacional de Fomento (SNF) é uma rede de instituições financeiras, públicas e privadas, de todo o país, que atuam a níveis regional e nacional, tendo como missão promover o desenvolvimento brasileiro por meio do financiamento a setores estratégicos. Representadas pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), as mais de 30 instituições formam um conjunto heterogêneo que congrega bancos públicos e de desenvolvimento federais e estaduais, agências de fomento, bancos cooperativos, além da Finep e do Sebrae, com objetivo viabilizar projetos, financiamento de atividades produtivas e descentralização da regionalidade, executando, assim, diversas políticas públicas.

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